Cidades
 
9/5/2012 - 09:48
Prefeito de Hortolândia terá que explicar contrato

O prefeito de Hortolândia Ângelo Augusto Perugini (PT) terá que dar explicações sobre o contrato de R$ 1,1 milhão firmado em 2007 com a empreiteira Delta Construções S/A, julgado irregular pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo). Na sessão da Câmara de ontem, vereadores aprovaram o requerimento da bancada de oposição que pedia informações dos serviços prestados pela empresa no município. O documento é de autoria dos parlamentares Lenivaldo Pauliuki (PSDB), George Burlandy (PR), Edvan Campos de Albuquerque (PMDB) e Jair Padovani (PSDB). Perugini terá quinze dias úteis para responder aos questionamentos.
Ontem, Pauliuki utilizou a tribuna livre para comentar o requerimento. "Queremos saber detalhes deste contrato, que obras foram feitas e onde foram feitas, por exemplo. Nós julgamos isso de suma importância em função de tudo o que está acontecendo", declarou o tucano. A Delta é investigada pela Polícia Federal e por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Congresso Nacional que envolve o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). A empresa é acusada de fraudar licitações e contratos com diversos órgãos públicos no país.

Em 2009, o TCE julgou irregular o contrato entre a empreiteira e a Prefeitura de Hortolândia, que previa a execução de obras de infraestrutura na cidade. Segundo o órgão, a Prefeitura não poderia ter utilizado os valores da Ata de Registro de Preços feita em uma concorrência do município de Campinas para a contratação da Delta. A Administração hortolandense recorreu da decisão, mas a defesa foi rejeitada pelo órgão em acórdão publicado em janeiro deste ano. Ao TCE, a Prefeitura afirmou que o contrato foi cumprido "a contento" e não houve indício de "prejuízo algum ao erário". A decisão do Tribunal, no entanto, é definitiva.

Americana
Em Americana, a Comissão de Acompanhamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Drenagem, formada na Câmara, investiga a ligação da empreiteira com as denúncias de desvios públicos que estouraram em Brasília (DF). A Delta integra o Consórcio Parque, responsável pelas obras na Avenida Brasil. As obras na cidade, que devem chegar a R$ 75 milhões, também são investigadas através de inquéritos pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal.

 

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